Quem dera fossem
meus os teus amores, teus risos;
Pois, são teus
os meus amores e meus risos.
Quem me dera
fossem meus os teus abraços, teus olhares;
Pois, são teus
os meus abraços e meus olhares.
Desde a vez
primeira, em que meus olhos cruzaram os teus,
Vi em ti a
chegada de um dia novo, o clarear da noite escura.
E partir do momento,
em que meus olhos te viram,
Foram todos teus
os meus afetos.
Será ilusão pensar
que possas (um dia) me ver como eu te vejo?
Eu, que apenas ao
longe observo teus amores, risos, abraços e olhares.
Nem imaginas que
é tão grande o amor que lhe dedico.
Quem sabe um
dia, entre troca de olhares hás de ver-me.
E findando esse
martírio em que vivo oferecer-me-ás os teus afetos.
Pois, desde a
vez primeira, já são teus os meus amores, meus risos,
meus abraços e olhares.
meus abraços e olhares.
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