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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Em mim...


Se em mim buscas abraços,
Hás de encontrar afagos.
Se buscas grandes feitos de amor,
Encontrarás pequenos bilhetes na porta da geladeira.
Ah, e se buscas equilíbrio,
Encontrarás, na verdade, calmaria e ventania
Em grandes quantidades.
Se buscas rima, eu desencontro. 
Se buscas descrição, eu rio alto.
Ah, mas se buscas contradições,
Encontrarás, sem dúvida, um oceano repleto delas
Em mim.


terça-feira, 7 de outubro de 2014

Teu Olhar




É que olhando pra você
Pude ver um novo caminho
E sinto que posso trilhá-lo
Apesar do medo que muitas vezes me paralisa
Olhando pra você percebo que posso ser livre
E é na calmaria do teu olhar
Que eu encontro descanso

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Fujo de Mim


Fujo de mim
Desse anseio de não ser
Dessa vida que não me cabe
De sonhos que não são meus
De virtudes invisíveis
Dessa vontade de não me conter
Dos medos que me esperam
Dos desejos incontidos
Da escuridão que logo ali me espera
Pois tudo isso está bem aqui
Dentro de mim.









domingo, 11 de maio de 2014

Âmago


Não me engano.
A escuridão que habita em mim

É maior do que se pensa. 

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Enfado


É que a alma se cansa.
E para e senta.
E mesmo em noites dormidas,
Ela continua em enfado.
Pois m'alma, querido
Só há de ter descanso
Quando, enfim,

Estiver em teus braços.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Da Arte de Escrever


Da arte de escrever,
nada sei.

Sei de mim e desta imensidão
De palavras que carrego
Não como um fardo
Mas como algo que me habita,
Que me ocupa ao ponto de transbordar-me.

Da arte de escrever,
nada sei.
Mas escrevo e me esvazio.
E nesse esvaziar-me

É que transbordo em palavras.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Deixo Estes Versos






Ao amor que jamais terei
Deixo a pureza dos sentimentos bons
A singeleza dos dias calmos
E a simplicidade dos risos fáceis

Deixo a beleza das flores raras
A bondade dos despretensiosos
A lealdade do amigo verdadeiro
E a sinceridade que só as crianças têm

Deixo a eternidade de um amor breve
Que pode ser tão intenso
Quanto os longos amores vividos
Durante uma vida inteira

E, por fim, deixo estes versos,
Que talvez nunca sejam lidos.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Silêncios Mudos


E ao me olhares
Não vendo o meu sorriso
E não ouvindo minhas palavras
Apenas demora-te em meu rosto
Sem que diga nada
Perceberás
E há de ser que ouvirás

Os meus silêncios mudos.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Dúbia


Era esta, mas queria ser outra
Era outra, mas queria ser esta
E nesse vai-e-vem de não quer
Ser o que é,
É que se perdeu
Em meio a tantas
Que não era.

E na ânsia de ser ou esta ou a outra
Seguiu sendo
Sem saber quem era.


quinta-feira, 20 de março de 2014

Nudez de Outono


Partiu sem que tivessem percebido
Deu a hora, e foi-se
Não se viu mudança no dia
Mas todos sabem que ele se foi
O sol continuou a brilhar, quente e firme
Mas terá deixado a mesma que ele encontrou ao chegar?
É provável que não

Ele se foi
Começou a secar-lhe as folhas
O vento soprou mais frio
As ruas se encheram de gente
Que alheias a sua partida
Continuaram suas vidas sem mudança alguma

Ele chegou
Começou a cair-lhe as folhas
O vento soprou mais frio
As ruas, ainda cheias de gente
Que alheias a sua chegada
Continuavam suas vidas sem mudança alguma

Ela,
Imóvel em seu lugar, nada podia fazer
Vendo suas folhas secarem, caírem
Por seus movimentos involuntários
Causados pelo soprar do vento frio
Nada podia fazer

Ele chegou
Suas folhas caíram
Seus galhos secaram
As ruas, ainda cheias de gente
Que alheias, continuavam suas vidas
Sem nem reparar na pobre árvore
Que já seca
Apenas chorava

Sua nudez de outono.

sexta-feira, 14 de março de 2014

O Caos da Alma


Entrou. 
Olhou em volta. 
Viu móveis, roupas, e coisas jogas pelos cantos da sala. 

Caminhou. 
Tropeçou. 
Parou. 
Viu que em tudo havia poeira. 
Uma grossa camada de poeira. 
Ficou horrorizado. 
Sentiu nojo, 
repulsa. 

Caminhou um pouco mais. 
Parou. 
Reconheceu móveis, roupas e coisas jogadas pelos cantos da sala.
Percebeu, por fim, que tudo aquilo era seu. 
A poeira, ele mesmo deixou juntar. 
Ele jogara móveis, roupas, e coisas pelos cantos da sala. 

Andou. 
Parou.
Sentou. 
Tentou negar. 
Não era possível. 
Aqueles móveis, roupas e coisas.
A poeira. 
A sala era sua alma.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Face Oculta



Seguia escondido em faces e falas;
Entre mentiras escancaradas que contava a todos,
E nas quais acreditava piamente.
Oculto em meio a verdades que criou,
Seguiu caminhando na solidão da estrada.
E sempre que encontrava alguém,
Tratava logo de colocar a máscara que melhor lhe servia;
A da mentira desmedida de ser outro e nunca ele.
Pensava: “De que me serve esta casca monótona e leviana, se posso ser quem quero sem dano algum a me causar?”.
Oh, mas que triste escolha esta a dele de ser sempre outro.
Pois, fingia tanto e se iludia que já não sabia
Qual face via no espelho.







terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Ócio Visceral




Finda-se o desejo de lutar.
Senta-se.
Cruza os braços.
E espera, sem muita esperança
Pela volta do desejo perdido
De finalmente guerrear
Dentro de si
Por si.
E mais nada.